Sociedade São Camilo assume administração do HR de Itapetininga

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


A Sociedade Beneficente São Camilo assumiu nesta quinta-feira (1º) a administração do Hospital Regional de Itapetininga (SP). O contrato firmado entre a prefeitura e a instituição é emergencial e custará R$ 9 milhões para os cofres públicos. Inicialmente a gestão tem validade de três meses, mas pode ser prorrogado por até cinco anos.

De acordo com a prefeitura, durante a vigência do contrato temporário outras entidades interessadas na administração do hospital ainda poderão participar de uma nova licitação para contrato definitivo.

Segundo o prefeito Luis Di Fiori, o repasse da administração para a Sociedade São Camilo é um ganho para a população. “Nós sabemos que a saúde é o ponto fraco de todo o país. Ficamos muito felizes em saber que o grupo São Camilo aceitou assumir a administração do nosso hospital”, diz.

A Sociedade Beneficente administra atualmente outros 55 hospitais. A entidade filantrópica tem sede em São Paulo e atende instituições de todo o país como o Hospital São Camilo de Itu (SP), na região de Sorocaba (SP).

A diretora administrativa do grupo, Adnéia Martins, afirmou que as primeiras impressões do hospital são ótimas e que as expectativas são as melhores. “Nós ainda estamos em processo de avaliação. Queremos identificar as áreas que precisam urgentemente de apoio e melhorar. Estamos há 15 horas na administração é a expectativa é a melhor possível”, comentou durante entrevista concedida na tarde desta quinta-feira.

De acordo com o secretário municipal da saúde, Felipe Thibes Galvão, todos os 387 funcionários do hospital foram demitidos e recontratados. Ele explicou que os acordos foram pagos e que não há dívidas com os colaboradores. “Nós conseguimos acertar todos os direitos e agora eles foram recontratados pela Sociedade São Camilo”, explica.

O Hospital Regional de Itapetininga faz aproximadamente 11 mil atendimentos por mês e possui 112 leitos. A prefeitura assumiu a gestão do hospital provisoriamente por dois meses, desde a rescisão de contrato com o Instituto Varti que deixou o hospital no dia 6 de junho. De acordo com a prefeitura, o contrato foi quebrado pois havia irregularidades nas prestações de contas.

Impasse Administrativo
O impasse sobre a administração do HR ocorre desde dezembro de 2012 quando a unidade era administrada por uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), o Sistema de Assistência Social e Saúde (SAS), que foi denunciado por suposto desvio de verba publica.

O SAS estava à frente da unidade desde 2007. A entidade era responsável por todas as atividades, desde a contratação de funcionários até a distribuição dos recursos repassados pela prefeitura e pelo governo do estado.

Em dezembro de 2012, os problemas na administração começaram a aparecer. Investigações feitas pela polícia e pelo Ministério Público apontaram os possíveis desvios de dinheiro que deveria ser investido na saúde. Representantes da Oscip estariam desviando dinheiro por meio de notas frias e superfaturadas, além de contratos fraudulentos.

Durante a operação Atenas, feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a da delegacia antissequestro de Sorocaba (SP), dez pessoas foram presas. Todas ouvidas e liberadas.

Após as denúncias, a prefeitura rescindiu o contrato com o SAS e assumiu a administração. Com a mudança de prefeito em janeiro de 2013, o atual chefe do executivo, Luis Di Fiori, entregou a gestão da unidade hospitalar ao Instituto Varti por meio de contrato emergencial que foi renovado e ficaria em vigor até julho, período este em que a prefeitura deveria definir licitação para contratar uma entidade interessada em administrar o hospital. No entanto, no inicio de junho, o Instituto informou que estava desistindo do contrato.

Fonte: G1



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